terça-feira, 14 de julho de 2009

Antônio, Mônica e Tácito

Mônica costumava se pegar com Antônio. Amigos, volta e meia se atracavam em festinhas. Em duas ou três oportunidades, terminaram na cama. Mas era só curtição. Não havia paixão ou amor entre os dois – apenas um carinho enorme e aquele tesão momentâneo das baladas.

Certa feita, acompanhados de uma dezena de amigos, foram curtir uma balada forte na Nuth, na Barra da Tijuca. Tácito estava grupo. Era brother de infância de Antônio e também muito chegado de Mônica.

Mônica era uma jornalista descolada, repórter d’O Globo, inteligente e divertida. Curtia uma balada. Embora não fosse das mais gatas da redação, era cobiçada pelos colegas de trabalho. Cabelo castanho e encaracolado na altura dos ombros, lábios carnudos, sotaque levemente cearense, corpinho com tudo em cima e um jeito de moleca deixavam os rapazes ligados nela.

Antônio era um baladeiro mais legalize. Fumava um no fim de semana, curtia um rappel, tinha tatuagens e gostava de um roquenrol, sobretudo do mais pesado. Amante de esportes radicais, viciara-se em asa delta. Nas nights mais roqueiras, estava sempre acompanhado de Tácito, amigão de todas as horas, mas de estilo diferente. Sem tatoos, sem tantos amores pelo rock pesado e sem fumar maconha, o rapaz fazia um estilo mais playboy. Corpo sarado, futevôlei em Ipanema, baladas do Leblon. Menino do Rio.

Naquele dia, prestigiavam o aniversário de uma amiga na Nuth. Ela adorava música eletrônica e esse era o som da casa. Antônio, Tácito, Mônica e os demais amigos começaram a noite com shots de tequila. José Cuervo Gold na veia para ajudá-los a fritar na pista de dança. Em minutos, Antônio e Mônica já se atracavam no balcão.

- Arriba! Abajo. Al lado. Una bueltecita... Adentro!

Assim mesmo, em espanhol, era o cântico empregado por eles para cada dose de tequila. Uma tradição entre os amigos. Eram 2h03 quando a turma virara a quarta tequila. Mônica estava bebunzinha. Animadíssima, dançava sem parar. Antônio pulava como um grilo – uma mania dele sempre que se embebedava. Tácito, guerreiro e ainda sem par, apenas apontava o olho de tigre para mirar as possíveis presas naquele ambiente abarrotado de gatas. O Rio de Janeiro é uma bênção divina.

De repente, o DJ emenda “World, hold on”. Um verdadeiro hino para aqueles amigos bêbados. Tácito, Antônio e Mônica se abraçaram e começaram a pular no meio da pista de dança. Tácito, então, chamou a atenção dos dois amigos e gritou, para ser ouvido:

- Eu duvido que vocês têm coragem de sairmos nós três daqui agora e irmos direto pro motel. Nós três!

Antônio começou a rir.

- Moleque, você é completamente sequelado!

Mônica travou.

- Como assim, Tácito?

- É isso mesmo. Eu, você e o Antônio agora no motel. Eu e o Antônio vamos te matar de tanto prazer. Tem coragem?

Ela riu. Tácito começou a pular, empolgado.

- Bora! Bora! Bora!

Antônio notou a seriedade do convite.

- Se a Mônica tiver coragem, eu tô dentro demais! Isso só é possível se for com um brother de infância, como você.

- Meninos, eu quero. Vamos mesmo? Isso é sério?

Tácito, líder em todos os grupos de amigos, pegou a comanda dos dois e rumou direto para o caixa. O casal veio atrás, rindo. “Você é completamente maluco!”, gritavam para o decidido brother. Tácito pagou a conta dos três. R$ 223,50. Era o custo das tequilas e das entradas de cada um.

Tácito levou os dois para o carro dele.

- Antônio, vai no banco de trás com a Mônica, para relaxá-la.

Entraram no carro e rumaram para o Vip’s Suítes.

- Meninos, eu tô adorando a ideia, mas preciso de mais birita para relaxar.

- Não tem problema. Eu resolvo isso.

Tácito sacou o celular e ligou para o motel.

- Boa noite. Eu gostaria de reservar a suíte Real. Chego em vinte minutos. Quero também lhe pedir para colocar duas garrafas de champagne no quarto, com três taças, por favor. Muito obrigado.

- Tácito, sério, você é muito sinistro. Você é foda. Sabe mesmo criar um clima, né?, disse Mônica, do banco de trás, onde se atracava com Antônio.

Em vinte minutos, estacionaram o carro na suíte Real, 39. Tácito abriu a garrafa de espumante e serviu os dois amigos. Os três começaram a curtir a vista panorâmica da suíte. O mar refletia a lua cheia e as estrelas daquela noite incrível do Rio.

Tácito, então, tratou de puxar Mônica para o seu lado. Começou a beijá-la (pela primeira vez na vida, diga-se) com força e impetuosidade. Encostou-a na parede. Antônio encontrou um espaço entre Mônica e a parede.

Enquanto Tácito beijava-a na boca e passava a mão em seus seios, Antônio mordia-a no pescoço e roçava no bumbum de Mônica... Ela vestia apenas um vestido florido, típico do verão carioca... Tácito começou a beijar o corpo de Mônica por sobre o vestido. Caminhou até o joelho, de onde voltou para mirar a calcinha, já completamente molhada pelo tesão maluco da amiga. Mônica nada fazia. Entregava-se, apenas, ao ataque dos dois rapazes.

Tácito começou a chupá-la com tesão. Àquela altura, Mônica já encostara novamente na parede. Era beijada ora na boca, ora nos seios por Antônio. Mônica apenas gemia. Às vezes, tremia. Chegara ao orgasmo em segundos. A sensação era muito maior do que poderia um dia imaginar. Estava no motel com dois dos amigos da maior confiança dela. Não havia qualquer receio de que sua reputação fosse manchada. Sabia que os dois a respeitariam sempre. Sua preocupação era apenas se entregar por inteiro. Em sua mente, fazia a todo instante uma ode ao hedonismo.

Tácito deitou-se na cama. Já havia tirado a camisa e a calça. Estava apenas de cueca. Mônica foi em sua direção e começou a acariciar aquele pau jamais tocado por ela. Tirou a cueca com a pressa de quem não tem nenhum segundo a mais para esperar. O prazer lhe consumia. Começou a sorvê-lo como nunca imaginou fazer com um homem na primeira noite. Antônio, então, começou a chupá-la por trás.

Volta e meia, Tácito e Antônio se olhavam com aquela expressão de “caralho, estamos comendo a mesma mulher!”. E riam gostosamente. Não se tocaram uma só vez durante a noite.

Depois de chupar Mônica, Antônio tirou a cueca e começou a penetrá-la por trás. A moça continuava com a boca em Tácito. Ficaram naquela posição por vários minutos. Ora Mônica uivava de prazer. Ora tomava uma surra com o pinto de Tácito. Ora levava uns tapinhas amorosos de Antônio em seu bumbum... Ela já não sabia mais quantas vezes tinha chegado ao orgasmo naquela noite. E ainda nem havia sito penetrada por Tácito. Estava louca para recebê-lo.

Mônica, então, tomou a iniciativa de trocar de parceiro. Começou a passear pelo corpo de Tácito. Beijou-o na boca e sentou-se em seu pau. Nos 30 minutos seguintes, cavalgaria sobre o amigo. Mas não deixou Antônio de lado. Pelo contrário. Pediu para o rapaz subir na cama. Começou a chupar o seu parceiro de outras baladas. Ela cavalgava em um e chupava o outro. Em sua cabeça, Mônica tinha apenas tempo de pensar em como era uma felizarda. No que fizera para merecer tanto prazer e tanto carinho dos dois amigos. Pensou também que jamais poderia retribuir tanto prazer. Nem que arrumasse uma amiga para um ménage com cada um dos meninos, sabia que jamais sentiriam tanto prazer quanto ela naquela noite.
Tácito pegou a garrafa de champagne e jogou nos seios da amiga. Enquanto ela chupava Antônio – ainda de pé –, ele beijava os seios da moça com ardor, bebendo o champagne e deliciando-se com a loucura de Mônica. Durante todo aquele SLEA, ela não soltou uma só frase completa. Apenas gemidos e esboços de expressões como “nossa”, “meu Deus”, “que loucura” e “que delícia”.

O sexo durou mais duas horas... O relógio já apontava quase 6h quando Tácito, Mônica e Antônio entraram na banheira do quarto do motel, ao ar livre. Um homem de cada lado e a moça no meio. Extasiada, completamente acabada, relaxada e feliz, Mônica virou-se para os dois rapazes e soltou a primeira frase da noite:

- Meninos, vou dizer uma coisa: vocês acabam de entrar na minha lista dos cinco momentos mais importantes da minha vida. Amo vocês. Não me esquecerei jamais dessa noite e do que vocês fizeram por mim. Jamais.